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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Bullying Escolar


Os alunos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as alunas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se distingue, principalmente, como método de exclusão ou difamação. Até um apelido pode causar desmoronamento na auto estima de uma criança ou adolescente. Apesar de não sofrerem diretamente as agressões, poderão ficar aborrecidas com o que vêem e indecisas sobre o que fazer. Tudo isso pode influenciar de maneira negativa sobre sua competência de adiantar-se acadêmica e socialmente. O Bullying escolar é assim classificado: alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING; alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING; autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING; testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas coexistem em um ambiente onde isso acontece. 

Quando não há intervenções eficazes contra o BULLYING, o espaço escolar torna-se totalmente corrompido. Todas as crianças, são afetadas, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Os alunos que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e dos meios em que vivem, principalmente os familiares, poderão não ultrapassar os traumas sofridos na escola. Poderão quando adultos apresentar sentimentos negativos, especialmente com baixa auto estima, tornando-se indivíduos com sérios problemas de relacionamento. Poderão adquirir, também, um comportamento hostil. 

A prática de bullying começou a ser pesquisada há cerca de dez anos atrás na Europa, quando descobriram que essa forma de violência estava por trás de muitas tentativas de suicídios de adolescentes. No Reino Unido, por decisão governamental, hoje todas as escolas já implantaram políticas antibullying. 


O médico Aramis Lopes Neto, coordenador da pesquisa da ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência) diz: “Trata-se de um problema complexo e de causas múltiplas. Portanto, cada escola deve desenvolver sua própria estratégia para reduzi-lo. A única maneira de se combater o bullying é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais. As medidas tomadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de costumes de não violência na sociedade”. 





quinta-feira, 31 de maio de 2012

A escola nem sempre é um lugar seguro!








Quando manda um filho para a escola, toda mãe acredita que está proporcionando a ele um dia de aprendizado, brincadeiras e convívio feliz com os amigos. Infelizmente, nem sempre esse cenário se concretiza, porque o local de ensino pode se transformar em um inferno. O bullying, comportamento agressivo de alguns estudantes contra outros, traz consequências terríveis. "As vítimas sofrem maus tratos psicológicos que podem interferir intensamente no desenvolvimento social, emocional e em seu rendimento escolar", diz Gustavo Teixeira, psiquiatra infantil, mestre em Educação e autor do livro Manual Antibullying (Editora Best Seller).
I.F.B. é uma mãe carioca que conseguiu ajudar a filha de 6 anos a parar de sofrer com o bullying. Conheça sua história:
O que aconteceu
"Quando entrou em um novo colégio para cursar a 1ª série, Amanda passou a ser perseguida por duas meninas da classe. Até a marca de lápis de cor que minha filha usava era motivo de deboche. As garotas faziam com que as outras alunas não falassem com ela e a excluíam. Até colocaram alfinete em sua carteira para machucá-la."

Como a situação afetava a menina

"Amanda chorava muito e pedia para mudar de escola. Como o estabelecimento é muito conceituado, eu insistia para ela permanecer lá. Pedi, então, uma reunião com a escola. A pedagoga conversou comigo, minha filha e as agressoras ao mesmo tempo. Em determinado momento, Amanda disse que o que mais a deixava triste era o fato de as meninas não gostarem dela, já que ela gostava tanto das duas... Isso me feriu muito, saí da sala chorando."

Enfim, a solução


"Apesar da conversa com a pedagoga, as agressões continuaram. Decidi pedir ajuda a uma professora da 5ª série, que tinha fama de má e era muito respeitada pelos alunos. Essa professora chamou as meninas e mandou que parassem com a `palhaçada¿, questionando se elas gostariam de passar por aquilo. As duas, então, deixaram de persegui-la."

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Como evitar Bullying dentro da escola?


Atualmente, uma das perguntas que mais vem sendo realizadas, principalmente por profissionais da educação é: como evitar o Bullying dentro das escolas? Mas o que quer dizer o termo bullying?
Bullying é a violência psicológica ou física, intencionais e repetidos praticados por um indivíduo ou por um grupo de indivíduos com a finalidade de intimidar ou agredir outro indivíduo ou grupo que são incapazes de se defender de tal agressão. Existem agressores e vítimas. Em muitos casos, o agressor, ou bullie, como é chamado, é ou foi vítima de billying provocado por outra pessoa ou grupo. Eles geralmente possuem a personalidade autoritária combinada com forte necessidade de controlar ou dominar. Se seu filho possui tais características, fique atento.
Para evitar problemas, os pais desempenham um papel muito importante. Devem estar atentos a quaisquer sinais que possam denunciar o bullying, já que seu filho pode estar sendo a vítima ou até mesmo vitimando alguém. Desta forma, os pais devem estar atentos a alguns fatores:
-Aumento de agressividade do filho, o que pode revelar que ele é o agressor, e assim não ter a consciência do sofrimento que causa em outra criança.
-Não se torne um hiper-protetor, mas vigie-o com maior atenção.
-Brincadeiras feita com outros amigos, e se possível, solicite aos professores o parecer deles.
Infelizmente os casos de bullying, geralmente não são acabam bem, sendo que é possível acompanhar pela mídia diferentes ocorrências causadas pela violência físico-psicológica, como por exemplo, suicídio de adolescentes. É por estes e outros motivos que os pais devem estar sempre atentos à mudança de comportamento do filho. Procure conversar com seu filho transmitindo confiança e o máximo de segurança possível. Caso ele não lhe informe nada, procure levá-lo um médico específico, como um psicólogo, por exemplo, pois seu filho pode não ter se sentido à vontade em lhe contar o problema que ocorre na escola.
Diariamente, pergunte ao seu filho como foi o dia na escola e analise a expressão e o olhar dele, pois, muitas vezes os pais sabem quando os filhos estão felizes ou não, se estão ou não mentindo, e estreite a relação de amizade com seu filho. Os sintomas que podem evidenciar que seu filho está sofrendo bullying na escola envolvem reações como dor de estômago e cabeça, vômitos e insônias frequentes. O isolamento, baixo rendimento escolar, conflitos entre irmãos e autoagressão também são provocados pelo bullying, assim tal problema podem ser percebidos quando há a atenção adequada voltada para seu filho